ALESSANDRO FISCHER - Atividade Mensal Final 1º Bimestre 9º anos A-B-C-D-E-F ENSINO RELIGIOSO - RELIGIÕES NA ANTIGUIDADE ( semana de estudos intensivos ) 25 A 29.
Religiões na Antiguidade
Quase todos os povos da Antiguidade desenvolvem
religiões politeístas.
Seus deuses podem ter
diferentes nomes, funções ou grau de importância ao longo dos tempos.
Em geral, as mudanças nos panteões de deuses refletem
movimentos internos dos povos antigos, processos migratórios, conquistas e
miscigenações.
Religiões do Egito
Até a unificação dos povos
do vale do rio Nilo e o surgimento das dinastias dos faraós (3.000 a.C.),
existem no Egito vários grupos autônomos, com seus próprios deuses e cultos.
Durante
o período dinástico (até 332 a.C.) os egípcios são politeístas.
Os faraós são considerados personificações de deuses e
os sacerdotes constituem uma
casta culta e de grande poder político.
O monoteísmo acontece apenas durante o reinado do faraó Amenofis
IV, que muda seu nome para Akenaton, em homenagem ao deus-sol. As pirâmides e
os templos são alguns dos registros da religiosidade do povo egípcio, da
multiplicidade de seus deuses e do esplendor de
seus cultos.
Divindades egípcias
A principal divindade é o deus-sol
(Rá). Ele tem vários nomes e é representado por diferentes símbolos: Atom, o
disco solar; Horus, o Sol nascente.
Os antigos deuses locais
permanecem, mas em segundo plano, e as diferentes cidades mantêm suas divindades
protetoras.
Várias divindades egípcias são
simbolizadas por animais: Anúbis, deus dos mortos, é o chacal; Hator, deusa do
amor e da alegria, é a vaca; Khnum, deus das fontes do Nilo, é o carneiro e
Sekmet, deusa da violência e das epidemias, é a leoa. Nas últimas dinastias
difunde-se o culto a Ísis, deusa da fecundidade da natureza, e Osíris, deus da agricultura,
que ensina as leis aos homens.
Religiões da Mesopotâmia
A
Mesopotâmia é a região delimitada pelos vales férteis dos rios Tigre e Eufrates
(atual sul da Turquia, Síria e Iraque). Ali surgem povos e civilizações tão
antigas como a do Egito: os sumérios e os semitas, estes divididos em acádios,
assírios e babilônios. Os sumérios são os primeiros a inventar a escrita – os
caracteres cuneiformes.
Descobertas
arqueológicas e a decifração da escrita cuneiforme têm revelado as tradições
culturais e religiosas desses povos. Entre os documentos decifrados destacam-se
alguns anteriores ao século XV a.C.: o código de Hamurabi, com as leis que
regem a vida e propriedade dos súditos do imperador Hamurabi (1.728 a.C.?-1.686
a.C.?); Enuma elis, poema babilônico da criação, e a Epopéia de Gilgamesh,
relato da vida do lendário soberano de Uruk, cidade suméria nas margens do rio
Eufrates.
Deuses sumérios
Os primitivos deuses sumérios são Anou
ou An, deus-céu; Enki ou Ea, que ora aparece como deus-terra, ora como deus-água;
Enlil, deus do vento e, mais tarde, deus da terra; Nin-ur-sag, também chamada
de Nin-mah ou Aruru, a senhora da montanha.
A hierarquia entre esses deuses muda
com o tempo. No início da civilização suméria, Anou ocupa a principal posição.
Depois, o deus supremo passa a ser Enlil, considerado o regente da natureza, o
senhor do destino e do poder dos reis.
Deuses da Babilônia
Os semitas (babilônios e assírios) incorporam os deuses
sumérios, trocam seus nomes e alteram sua hierarquia. Anou,
Enki e Enlil (chamado de Bel) permanecem como deuses principais até o reinado
de Hamurabi.
Eles
veneram Sin, o deus-lua, e Ishtar ou Astarté, deusa do dia e da noite, do amor
e da guerra. No reinado de Hamurabi, o deus supremo passa a ser Marduk, o mesmo
Enlil dos sumérios e Bel dos primeiros babilônios, porém mais poderoso.
Chamado de pai dos deuses ou criador, Marduk
sobrevive com o nome de Assur, deus supremo da Assíria, quando esse povo domina
a Mesopotâmia.
Cultos e rituais da
Mesopotâmia
A relação com os deuses é marcada pela
total submissão às suas vontades e pelo sentimento de impureza, expresso nos
salmos de penitência para implorar o perdão. /
Os deuses manifestam suas
vontades através de sonhos e oráculos. Os antigos sumérios procuram obter as
graças divinas por meio de sacrifícios regulares e oferendas. Cada deus tem uma
festa especial. Os sumérios acreditam na vida após a morte, mas a alma não
passa de uma sombra que habita as trevas de Kur, espécie de inferno.
Religião grega
A
Grécia antiga compreende o sul da península balcânica, a costa oeste da Ásia
Menor (atual Turquia), as ilhas do mar Jônico e do mar Egeu e as regiões
sudoeste e sul da península itálica (Magna Grécia). Durante o reinado de
Alexandre, o Grande, incorpora também o norte do Egito. Os povos helênicos
estabelecem-se em ondas sucessivas nessas regiões, assimilam e reelaboram a
cultura local.
As divindades evoluem com o
tempo e assumem diferentes significados. Embora exista um panteão de deuses comum
a todos os gregos, cada cidade-estado tem seu próprio deus protetor, com seus
cultos, rituais e festas específicos.
Deuses gregos
Os deuses gregos representam
forças e fenômenos da natureza e também impulsos e paixões humanas. Moram no
Monte Olimpo e de lá controlam tudo o que se passa entre os mortais. O panteão
grego inclui semideuses, heróis e inúmeras
entidades, como os sátiros e ninfas, espíritos dos bosques, das águas ou das
flores.
Deuses olímpicos
O principal deus grego é Zeus, o pai e rei
dos deuses e dos homens.
Cultuado
em toda a Grécia, é o guardião da ordem e dos juramentos, senhor dos raios e
dos fenômenos atmosféricos. Hera, irmã e esposa de Zeus, preside os casamentos,
os partos, protege a família e as mulheres.
Atena,
ou Palas Atena, nasce da cabeça de Zeus, já completamente armada. É a deusa da
inteligência, das artes, da indústria e da guerra organizada. Apolo, filho de
Zeus e da deusa Leto, é o deus da luz da juventude, da música, das artes, da
adivinhação e da medicina. Dirige o “carro do Sol” e preside os oráculos.
Artemis,
irmã gêmea de Apolo, é a deusa-virgem, símbolo da vida livre, das florestas e
da caça. Afrodite, deusa da beleza, do amor e da volúpia sexual, é casada com
Hefestos ou Hefaísto, filho de Zeus e de Hera, feio e disforme, protetor dos
ferreiros e dos ofícios manuais. Hares (Ares), filho de Zeus e Hera, é o deus
da guerra violenta. Poseidon ou Posídeon, irmão de Zeus, é o deus do mar.
Hades, irmão de Zeus, governa a vida após a morte e a região das trevas –
espécie de inferno grego.
Deméter é a deusa da agricultura. Dionísio, deus da videira e do
vinho. Hermes, filho de Zeus e da ninfa Maia, é o mensageiro
dos deuses, protetor dos pastores, dos negociantes, dos ladrões
e inspirador da eloquência.
Cultos e
rituais gregos
A
religiosidade grega não se expressa através de textos sagrados.
Os deuses estão presentes em
todos os aspectos da vida cotidiana, e são reverenciados por um conjunto de
práticas e rituais realizados em bosques sagrados, templos ou cumes de
montanhas. Os sacerdotes consagram a vida ao culto de um deus específico e, nos
templos, presidem sacrifícios, transmitem e interpretam oráculos.
Festas e
santuários gregos
Os
principais santuários do mundo grego são Delos e Delfos, em homenagem a Apolo;
Olímpia, a Zeus; Epidauro, a Asclépio; Elêusis, a Deméter. Cada cidade grega
tem sua própria festa em homenagem ao deus protetor.
As
mais importantes são a Panatenéia, em honra de Atena; as Olimpíadas, celebradas
a cada quatro anos em Olímpia, com a organização de jogos em homenagem a Zeus;
e as Dionísias, grande festa popular que inclui representações dramáticas, em
homenagem a Dionísio, celebrada em Atenas e também em áreas camponesas.
Religiões de Roma
A primitiva religião dos romanos é
formada pela fusão das tradições dos povos etruscos e itálicos, antigos
habitantes da península itálica.
Tem acentuado caráter doméstico, expresso nas divindades
protetoras da família (Lares), nas preces e oferendas
rituais cotidianas, nos sacrifícios propiciatórios pela paz, para pedir bom
tempo ou boas colheitas, e no culto aos mortos.
Cultuam inúmeras divindades menores (Numes),
relacionadas com elementos naturais e com aspectos da vida humana. Com a
expansão da República e do Império, os romanos incorporam tradições religiosas
de povos conquistados, principalmente dos gregos.
A religião e cultos domésticos permanecem
ao lado de uma sofisticada religião oficial, que inclui até os imperadores no
panteão dos deuses.
Primeiros deuses romanos
Entre os deuses primitivos destacam-se
Janus, que durante muito tempo reina sobre os demais deuses; Juno, protetora
dos casamentos, das mulheres e dos partos; Júpiter, deus da claridade e dos
fenômenos atmosféricos; Deméter, deusa da agricultura e da fertilidade; Marte,
considerado o “pai dos romanos”, senhor da guerra e das atividades humanas
essenciais; e Quirino, antigo deus da agricultura, muitas vezes associado a
Marte.
Deuses da República e do
Império
Durante a República, o panteão romano passa a ser dominado por
uma tríade divina – Júpiter, Juno e Minerva – e começa a incorporação dos deuses
gregos: Júpiter é Zeus, Juno é Hera, Minerva é Atena, Apolo
transforma-se em Helius e sua irmã, Artemis, em Diana, a caçadora.
Hermes,
o mensageiro dos deuses gregos, é o Mercúrio romano.
Poseidon,
deus grego do mar, é assimilado como Netuno, seu irmão Hades é Plutão, e
Cronos, deus primitivo grego, pai de Zeus, Netuno e Plutão, é associado à
Saturno, também um antigo deus romano.
Cultos
romanos
Na
Roma primitiva os sacerdotes são pouco numerosos e os mais importantes são os
dedicados ao culto de Janus. Os cultos são realizados não só em templos, como
também nas próprias casas. Orações, sacrifícios e promessas compõem os rituais.
Aos
poucos, os sacerdotes ampliam seu poder político a ponto de confundirem-se com
o Estado. Na República, o colégio dos pontífices já regula completamente a vida
religiosa e, na época do Império, o cargo de pontífice máximo é disputado pelo
próprio imperador.
EXERCÍCIOS
1- Em relação à religião
no antigo Egito, pode-se afirmar que:
a.
a religião dominava todos os aspectos da vida pública e privada do
antigo Egito. Cerimônias eram realizadas pelos sacerdotes a cada ano, para
garantir a chegada da inundação e, dessa forma, boas colheitas, que eram
agradecidas pelo rei em solenidades às divindades.
b.
a religião no antigo Egito, como nos demais povos da Antiguidade, não
tinha grande influência, já que estes povos, para sobreviver, tiveram que
desenvolver uma enorme disciplina no trabalho e viviam em constantes guerras.
c.
a religião tinha apenas influência na vida da família dos reis, que a
usava como forma de manter o povo submetido a sua autoridade.
d.
o período conhecido como antigo Egito constitui o único em que a
religião foi quase inteiramente esquecida, e o rei como também o povo
dedicaram-se muito mais a seguir a tradição dos seus antepassados, considerados
os únicos povos ateus da Antiguidade.
e.
a religião do povo no antigo Egito era bastante distinta da do rei, em
razão do caráter supersticioso que as camadas mais pobres das sociedades
antigas tinham, sobretudo por não terem acesso à escola e a outros saberes só
permitidos à família real.
2- Os Estados
teocráticos da Mesopotâmia e do Egito evoluíram acumulando características
comuns e peculiaridades culturais. Os egípcios desenvolveram a prática de
embalsamar o corpo humano porque:
a.
se opunham ao politeísmo dominante na época.
b.
os seus deuses, sempre prontos para castigar os pegadores, desencadearam
o dilúvio.
c.
depois da morte a alma podia voltar ao corpo mumificado.
d.
construíram túmulos, em forma de pirâmides truncadas, erigidos para a
eternidade.
e.
os camponeses constituíam categoria social inferior.
Todas as atividades e para serem enviadas para o e-mail que consta abaixo.
hessf15@gmail.com
E para copiar o texto?
ResponderExcluirCopiar e enviar a resposta meu e-mail.
ExcluirDeverá copiar as perguntas ou só responder?
ResponderExcluirOlá, copiar e responder e enviar para o meu e-mail. Essa semana fecha o 1º bimestre e semana que começa o 2º bimestre. Caso não tenha feito as outras atividades faze-las. Obrigado e fico no aguardo. Abraços
ExcluirOlá professor, precisa enviar os textos ou somente o questionário ?
ResponderExcluirBom dia, somente questionário. Fico no aguardo. Abraços
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